Eu detesto meu nome…. que droga!

nomes

Quantas vezes você já não ouviu um jovem falar que detesta o próprio nome? Então eu vou te contar a história do meu nome.

Minha avó se chamava Ellen e meu avô, apaixonado por ela, não conhecia nome mais doce, colocou-o em sua filha, minha mãe Ellen. Nasci, e mais uma vez meu avô não resistiu. Minha mãe escolheu para mim o nome Márcia. Junto com o meu pai, meu avô foi me registrar e queria que eu fosse especial, colocou-me o nome de Ellen, seu grande amor. Minha mãe não gostou da história, mas eu o agradeço até hoje.

Desse momento em diante fui a menininha dos meus avós. Aprendi tudo com eles, e o pior é que eles me fizeram acreditar que eu era especial… E eu me sentia assim. Era assim, pelo menos para eles.

Até hoje, se fecho os olhos, consigo sentir a mão do meu avô na minha cabeça, seus braços me apertando forte… tão bom e tão confortável…

Ficava na cozinha acompanhando o trabalho da minha avó nas panelas. Tudo tinha um cheiro especial, cheiro de fome… Saia, de repente um bolo pequeno feito na lata da manteiga, só para brincar de aniversário da boneca.

Minha vida era uma eterna fantasia formada por um grande quintal, uma rede responsável por uma série de tombos e choros frequentes, bicicleta, patinete, bonecas e meus avós.

Tudo bem… havia momentos em que chegavam ao meu paraíso a minha irmã, Rosana e meus dois primos: Paulo e Júnior, mais velhos. A brincadeira mudava de jeito, o barulho era maior, mas sempre momentos incrivelmente especiais.

Mesmo tendo 3 Ellens na família, eu sempre gostei do meu nome, porque por trás dele tinha uma história deliciosa de carinho, de amor…

E você, já perguntou aos seus pais como eles escolheram o seu nome? Descubra a história, nada é por acaso e, de repente você vai se apaixonar pelo seu nome. Nome é marca, a sua assinatura para o resto da vida. Faça a sua mais forte com sua história.